Apesar de muitos esforços do CDHS e outros agentes para evitar o despejo de 40 famílias que moravam em área de risco do Pró-Morar, região do Sapopemba, o mesmo foi efetivado pela Prefeitura em outubro passado. 40 famílias foram desamparadas de forma violenta, com forte presença da polícia, e todos os barracos derrubados. Não houve resposta para os apelos às autoridades para que algo fosse feito para assegurar o direito de morar com dignidade às famílias, que incluíam muitas crianças, adolescentes, pessoas idosas, doentes e mulheres grávidas. As famílias foram obrigadas a mudar-se para parentes e conhecidos ou a construir outro barraco em outra área de risco. Algumas, sem ter onde ir, foram abrigadas na igreja católica do bairro e, depois, voltaram a construir um barraco no mesmo lugar. A prefeitura só garantia transporte e armazenamento de pertences, e abrigo de emergência no centro da cidade, sem garantia da família pode ficar unida. Em seguida, houve outros levantamentos e ameaças de despejo no Jd. Planalto, com notificações às famílias e números marcados nas casas a serem derrubadas. O CDHS, através de seus advogados e equipe, está orientando as famílias, denunciando a situação ao MP e articulando a resistência entre os movimentos sociais e as comunidades da região.

CDHS defende famílias vítimas de despejo violento

Diante da emergência das remoções forçadas de famílias moradoras de áreas de risco da região por parte da Prefeitura de São Paulo, o CDHS promoveu uma reunião de representantes de movimentos de moradia que atuam em Sapopemba para fazer uma análise da situação e articular ações conjuntas de resistência e de luta em defesa do direito de morar para essa população. O Movimento de Defesa dos Favelados, o Movimento Leste 1 e outros grupos estiveram presentes. Foi decidido trabalhar para constituir um Fórum de Moradia do Sapopemba para unir forças e potenciar as ações em defesa do direito de moradia digna para as famílias privadas desse direito. Segundo a recente pesquisa de “A Nossa São Paulo”, Sapopemba possui 20% de famílias morando em favelas e áreas de risco. Confira as fotos da reunião da moradia.

CDHS aciona movimentos de moradia da região