Devido às fortes chuvas nos meses de março e abril, parte das encostas cheias de lixo desabaram para o fundo do vale onde se encontra a favela da Rua Nova. Vários barracos foram soterrados. A massa de entulho fechou o acesso às residências e ao Centro Comunitário administrado pela comunidade junto ao CEDECA Sapopemba. Não houve vítimas somente pela atenção das famílias que viram o perigo iminente. O CDHS acompanhou as lideranças da comunidade na busca das intervenções emergenciais do poder público para a remoção do entulho e de soluções definitivas e sustentáveis para aquela área de risco. Precisa garantir a segurança, a saúde e o direito à moradia digna para as famílias que aí moram. Há muito tempo a Rua Nova, já chamada de Beco da Morte, é símbolo de exclusão social, da ausência do poder público nas periferias da cidade e dos conflitos gerados pela desigualdade social. As autoridades vão repetindo que aí é uma área de risco onde ninguém devia morar, porém não oferece alternativas viáveis para as famílias que não têm aonde ir fora se unirem ao povo da rua

Emergências Sociais no Sapopemba

O Lixão Desmorona Na Rua Nova

Está no artigo 6º da Constituição Federal brasileira que todas as pessoas têm direito a uma moradia, mas esse direito ainda está longe de ser assegurado e respeitado. Até mesmo as famílias que vivem em moradias precárias são ameaçadas de perderem suas casas. Para evitar que 54 famílias que vivem às margens do córrego da Afluente J, próximo ao conjunto habitacional popular denominado Pro-Morar, na jurisdição da subprefeitura de Sapopemba, e que juntas reúnem mais de 123 crianças e adolescentes, todos frequentando a escola, sejam despejadas sem ter um lugar para onde ir, o CDHS em parceria com o CEDECA e Conselho Tutelar da região vem trabalhando para assegurar que as autoridades cumpram o que está na Constituição: assegurar o direito à moradia àquelas famílias evitando que elas se somem às 24 mil pessoas que vivem nas ruas na cidade de São Paulo. A resolução 131 da Prefeitura de São Paulo assegura um pequeno ressarcimento apenas a famílias com idosos, portadores de deficiência e casos de violência doméstica. Isso claramente não é solução que preste. Pelo direito à moradia digna, todos os nossos esforços!

54 Famílias Ameaçadas de Despejo No Pró-Morar